Estamos entrando na pátria da noite
com nossos corpos sutis e botas molhadas
pelas águas dormentes onde encontramos Ofélia,
mas, não ousamos ofendê-la nem em nossos sonhos.
Enquanto a lua queima nossas peles,
nós resistimos ao avanço das areias movediças,
com os astrágalos cobiçados por belas mulheres
que apenas sonham em jogá-los ao ar,lançá-los à sorte.
Somos encharcados de argila pelos vãos da Antuérpia,
uma Harpia irrompe do seio de uma Novarupta,
do êxtase anunciado pelos punhais deliciados,
com tantos sacrifícios nas retinas entreabertas,
tantos degraus escondidos nos fios de prata,
musas saem da lâmina de plumas descendente,
guilhotina flutua no ar,longo assobio estridente
e os carneiros sonâmbulos são caçados no azul da mata.
