Quando afunda o ser
em malhas de mais puro licor e visgo,
quando o sentimento mais puro
torna-se adaga e adágio,
o violento torna-se,entorna-se
na mais bela sinfonia
entre os dentes de aço,
o caos belisca os seios
dos picos mais íngremes e incomensuráveis,
um giro e perplexo o sol queima
dentro das neves eternas,
fogo,gelo,um só corpo dilatado
em gemas assassinas,
ponteando o caminho
onde reflete num espelho
distorcido e natural,
o tudo e o nada,
olhos do mesmo ser ambíguo,
o paradoxo se funde no ato transcendental,
atravessando o vidro violeta,
derretendo os ossos no crematório
onde saímos mais vivos
com a bela fúria escorrendo pelos flancos.
terça-feira, 26 de julho de 2011
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