Uma sombra entra sorrateira na sala de máquinas,
a senha:um cadáver delicado,ela sopra
e puxa alavanca dos sonhos e os ativa.
Pode ser aquela me espreitava
de dentro de algum retrato-relâmpago.
Peixes se rebelam no aquário-arena
e estouram em uma Pamplona aquática.
Este é meu cérebro que é dado por vós!
Há uma liquidação de corpos tristes,
rolando na cerâmica colonial como perfeitos infiéis.
Halguem vê a Santa Inquisição subindo de joelhos
a colina bordada de terçóis e heliantos carnívoros
& o Velho da Montanha espera pelos viajantes
e suas xícaras dervixes rodopiantes,
vão de mão em mão.
Este é meu cèrebro que é dado por vós!
Eu arranco os pés da minha alucinação
e ela voa por sobre a brasa dormida de um sol morto.
Na câmara azteca,se esvairam todos os gritos seculares
dos que foram engolidos pelos vórtices solares.
Este é meu cérebro que é dado por vós!
domingo, 20 de maio de 2012
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