Devo me desprender de todos os jogos,
todos os fogos me chamam para a batalha do ser,
ser estigma do sol e seus cataclismas constantes,ininterruptos
ou transparecer a matilha de caes marinhos
que produzem o jorrar das medusas
que aplacam esse incendio
que toma minhas maos e me levam
pra dancar na beira do precipicio,
olhar do ciclope.
Eu vou rangendo meus dentes de rinoceronte azul
e belico me aproximo das escamas do amanhecer
e cravo lhe pedras preciosas e talismas de saliva
e queimo por dentro o mais do que nunca,
o mais do que nunca foge sorrateiramente
pelo vao das pernas
que desdobram em mil durante as friccoes,
por um segundo nos iniciamos
a contagem para um novo por-do-sol
estranho e de panorama ignorado,
entre os arbustos em combustao.
sábado, 23 de junho de 2012
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